Entrada não é um percentual único que serve para todo mundo. Ela é a parte do preço que fica fora do financiamento. ITBI, registro e tarifas do banco são custos separados, e entram na conta do dinheiro que você precisa ter, não no cálculo da entrada. O valor final depende da modalidade, da avaliação do imóvel e das condições do banco no mês.
No nosso estoque publicado em 30 de agosto de 2026, os apartamentos no Recife começavam em R$ 222.990. A unidade nessa faixa era de dois quartos, na Várzea, em pré-lançamento. É um preço a partir de, e vale conferir a página do imóvel antes de usar como referência.
A conta começa pelo que o banco não financia
A Caixa publica financiamento de até 90%, conforme a modalidade, os recursos e o sistema de amortização. Até 90% é teto, não promessa. A parte que não entra no financiamento é a entrada.
Há outro ponto que muda a conta: o banco considera o menor valor entre o preço negociado e a avaliação do imóvel. Se a avaliação vier abaixo do combinado, a diferença também precisa ser resolvida antes da assinatura.
Cenário ilustrativo: supondo um apartamento de R$ 222.990 e o banco financiando 90% desse valor, seriam R$ 200.691 financiados e R$ 22.299 de entrada. É só uma conta com essas premissas. O número do seu caso sai da simulação no banco.
FGTS pode compor a entrada
O saldo do FGTS pode entrar na contratação como parte do pagamento e da entrada de imóvel residencial. A regra foi conferida em 26 de agosto de 2026.
Há requisitos para usar o fundo. Entre eles, a Caixa informa três anos de trabalho sob o regime do FGTS e não ter financiamento ativo no SFH. A restrição sobre outro imóvel é geográfica, ligada ao município de moradia ou trabalho, aos vizinhos e à mesma região metropolitana. Confirme a situação no banco antes de contar com o saldo.
Nas operações com FGTS, a norma fala em contrapartida de 20% do valor de venda, de avaliação ou de investimento, com possibilidade de redução para até 10% no SAC. Essa contrapartida pode reunir recursos próprios e FGTS. Ela também pode ser afetada por regras específicas do programa e do banco.
Na planta, a entrada pode ser repartida até as chaves
Na compra na planta, a palavra entrada costuma aparecer junto de sinal, parcelas mensais, reforços e parcela de chaves. São nomes de mercado. O que importa é o plano completo de pagamento, não só o valor anunciado como entrada.
A lei exige que o quadro-resumo do contrato mostre o preço total, o que será tratado como entrada, cada parcela e vencimento, além dos índices de correção. Leia esse quadro antes de comparar duas propostas e pergunte o que muda até a entrega das chaves.
Esse formato pode servir para quem consegue organizar pagamentos antes da entrega. Não serve para quem precisa que toda a compra seja resolvida no contrato do banco desde já. Em ambos os casos, peça o fluxo por escrito e confira cada vencimento.
Separe a entrada dos custos da compra
Entrada não encerra o dinheiro necessário para comprar. ITBI, registro e as tarifas do financiamento podem aparecer além do preço do apartamento. Cada um tem regra própria e deve entrar na conversa antes da assinatura.
Por isso, não compare imóveis só pela entrada anunciada. Peça o valor que será financiado, o que será pago antes das chaves e a relação dos custos da contratação. O guia de ITBI, cartório e taxas detalha essa parte para Recife.
Como usar esta referência sem transformar em promessa
Comece pelo imóvel e pelo preço que está publicado. Depois, confirme qual valor o banco considera para financiar e quanto do seu FGTS pode compor o pagamento. Só então compare o dinheiro disponível com os custos fora do financiamento.
O preço do estoque, a avaliação e as condições do banco mudam. Este guia foi conferido em agosto de 2026. A simulação no banco estima a entrada do seu caso; o valor final depende da análise de crédito, da avaliação do imóvel e do contrato.
Perguntas frequentes
Como se calcula a entrada para financiar um apartamento?
Não existe uma entrada mínima única. A conta começa pelo que o banco financia: a Caixa publica financiamento de até 90%, conforme a modalidade, os recursos e o sistema de amortização, e até 90% é teto, não promessa. O que não entra no financiamento é a entrada. O banco ainda considera o menor valor entre o preço negociado e a avaliação do imóvel, e a diferença, quando existe, também fica com o comprador.
Posso usar o FGTS na entrada do apartamento?
O saldo do FGTS pode entrar na contratação como parte do pagamento e da entrada de imóvel residencial. A Caixa informa requisitos, entre eles três anos de trabalho sob o regime do FGTS e não ter financiamento ativo no SFH. Confirme a situação no banco antes de contar com o saldo.
Na compra na planta, a entrada é paga de uma vez?
Nem sempre. Na planta, a entrada pode aparecer como sinal, parcelas mensais, reforços e parcela de chaves. O quadro-resumo do contrato deve mostrar o preço total, o que será tratado como entrada, cada parcela, vencimento e os índices de correção.
A entrada é o único custo antes de comprar?
Não. ITBI, registro e tarifas do financiamento podem aparecer além do preço do apartamento. Peça a relação dos custos da contratação antes de assinar e veja o guia de ITBI, cartório e taxas para Recife.
