Entrada não é um percentual único que serve para todo mundo. Ela é a parte do preço que fica fora do financiamento. ITBI, registro e tarifas do banco são custos separados, e entram na conta do dinheiro que você precisa ter, não no cálculo da entrada. O valor final depende da modalidade, da avaliação do imóvel e das condições do banco no mês.
Um número que este texto não escreve é o menor preço publicado no Recife. Ele muda de uma semana para a outra, e valor cravado em texto começa a mentir sozinho. O valor está na tabela logo abaixo, que sai de uma consulta ao nosso estoque e não de nada digitado aqui. Essa consulta é refeita de tempos em tempos, e o dia e a hora da última delas ficam impressos embaixo da própria tabela: olhe ali para saber de quando é o número. A lista completa fica a um clique da tabela. Confirme na página do imóvel antes de usar qualquer valor como referência.
| Lugar | Anúncios | A partir de | Área | Quartos | Prontos |
|---|---|---|---|---|---|
| Recife | 369 | R$ 199.000 | 20,7 a 962,3 m² | 1 a 6 | 205 |
"A partir de" é o menor preço anunciado do lugar, não o valor de entrada da compra nem uma média. Parte dos anúncios aparece como "Consulte condições", sem valor na tela, e por isso não entra nesta coluna. Números apurados nos anúncios publicados por nós, em 19/10/2026, 03:03. Preços são "a partir de" e mudam com a tabela da construtora; disponibilidade se confirma no contato. Como apuramos estes números
A conta começa pelo que o banco não financia
A Caixa publica financiamento de até 90%, conforme a modalidade, os recursos e o sistema de amortização. Até 90% é teto, não promessa. A parte que não entra no financiamento é a entrada.
Há outro ponto que muda a conta: o banco considera o menor valor entre o preço negociado e a avaliação do imóvel. Se a avaliação vier abaixo do combinado, a diferença também precisa ser resolvida antes da assinatura.
Cenário ilustrativo, com um número escolhido a dedo para a conta ficar fácil de conferir: supondo um apartamento de R$ 250 mil e o banco financiando 90% desse valor, seriam R$ 225.000 financiados e R$ 25.000 de entrada. Esses R$ 250 mil são uma hipótese redonda, não o preço de nenhum imóvel nosso. Troque pelo valor do apartamento que você está olhando e a conta é a mesma. O número do seu caso sai da simulação no banco.
FGTS pode compor a entrada
O saldo do FGTS pode entrar na contratação como parte do pagamento e da entrada de imóvel residencial. A regra foi conferida em 26 de agosto de 2026.
Há requisitos para usar o fundo. Entre eles, a Caixa informa três anos de trabalho sob o regime do FGTS e não ter financiamento ativo no SFH. A restrição sobre outro imóvel é geográfica, ligada ao município de moradia ou trabalho, aos vizinhos e à mesma região metropolitana. Confirme a situação no banco antes de contar com o saldo.
Nas operações com FGTS, a norma fala em contrapartida de 20% do valor de venda, de avaliação ou de investimento, com possibilidade de redução para até 10% no SAC. Essa contrapartida pode reunir recursos próprios e FGTS. Ela também pode ser afetada por regras específicas do programa e do banco.
Na planta, a entrada pode ser repartida até as chaves
Na compra na planta, a palavra entrada costuma aparecer junto de sinal, parcelas mensais, reforços e parcela de chaves. São nomes de mercado. O que importa é o plano completo de pagamento, não só o valor anunciado como entrada.
Quando a unidade é de uma incorporação, que é o caso da compra na planta, a lei manda o contrato começar por um quadro-resumo. Ele precisa trazer o preço total do imóvel, o valor da parcela tratada como entrada e a forma de pagamento dela, os valores e vencimentos de cada parcela e os índices de correção do contrato. Leia esse quadro antes de comparar duas propostas e pergunte o que muda até a entrega das chaves.
Esse formato pode servir para quem consegue organizar pagamentos antes da entrega. Não serve para quem precisa que toda a compra seja resolvida no contrato do banco desde já. Em ambos os casos, peça o fluxo por escrito e confira cada vencimento.
Separe a entrada dos custos da compra
Entrada não encerra o dinheiro necessário para comprar. ITBI, registro e as tarifas do financiamento podem aparecer além do preço do apartamento. Cada um tem regra própria e deve entrar na conversa antes da assinatura.
Por isso, não compare imóveis só pela entrada anunciada. Peça o valor que será financiado, o que será pago antes das chaves e a relação dos custos da contratação. O guia de ITBI, cartório e taxas detalha essa parte para Recife.
A pergunta ao contrário: já tenho um valor guardado, e agora?
Até aqui a página respondeu "quanto preciso ter". Quem já tem o dinheiro na mão faz a pergunta virada do avesso: com R$ 50 mil guardados, que preço de apartamento vale procurar? A conta é a mesma, lida ao contrário: o valor guardado dividido pelo percentual de entrada devolve o preço do imóvel.
Antes dos números, a ressalva que vale para as quatro seções abaixo. Nada ali é aprovação de crédito, proposta, taxa contratada nem enquadramento em programa. São contas de percentual sobre um valor que você informa, sem análise de crédito, sem avaliação do imóvel e sem a taxa do banco, que é o que decide a parcela. E o valor alcançado é o preço do imóvel, não o que você vai pagar na assinatura.
Os três percentuais usados em cada seção são 10%, 20% e 30%, e eles não são escolha sua. O percentual exigido varia conforme o banco e a modalidade, conforme a construtora, quando a compra é feita direto com ela, e conforme o estágio da obra: unidade na planta costuma ter plano de pagamento diferente do de unidade pronta. Comece pela simulação e pela tabela do empreendimento, não pelo percentual que você prefere.
Com R$ 30 mil na mão
Se o banco ou a construtora pedir 10% de entrada, R$ 30 mil alcançam um imóvel de R$ 300 mil. A 20%, alcançam R$ 150 mil. A 30%, alcançam R$ 100 mil.
A diferença entre a primeira e a última linha é de R$ 200 mil no preço do imóvel, e ela não depende de você: depende do percentual que o banco, a construtora e o estágio da obra impuserem no seu caso.
A lista para começar a procurar é a de apartamentos no Recife de até R$ 300 mil, no bloco Veja também. Ela é cumulativa, então já mostra também o que está abaixo desse valor. Nos percentuais de 20% e 30%, o preço alcançado cai bastante, e pode ficar abaixo do menor valor anunciado no Recife. Quem diz se ficou é a própria lista, e a tabela lá em cima traz esse menor valor com o dia e a hora da apuração impressos embaixo dela.
Com R$ 50 mil na mão
A 10% de entrada, R$ 50 mil alcançam um imóvel de R$ 500 mil. A 20%, alcançam R$ 250 mil. A 30%, alcançam cerca de R$ 167 mil.
Vale repetir de onde vem a variação: o percentual exigido muda por banco e modalidade, muda por construtora quando a compra é direto com ela, e muda conforme a obra esteja na planta ou pronta.
Para procurar, a lista de apartamentos no Recife de até R$ 500 mil cobre o intervalo inteiro, porque é cumulativa. Ela está no bloco Veja também.
Com R$ 80 mil na mão
A 10% de entrada, R$ 80 mil alcançam um imóvel de R$ 800 mil. A 20%, alcançam R$ 400 mil. A 30%, alcançam cerca de R$ 267 mil.
Nesse patamar a pergunta seguinte deixa de ser o preço do imóvel e passa a ser a parcela: alcançar R$ 800 mil de preço não significa que a prestação do saldo financiado caiba na sua renda. O guia de financiamento explica como o banco testa isso.
A lista de apartamentos no Recife de até R$ 800 mil está no bloco Veja também e, sendo cumulativa, já mostra as faixas abaixo dela.
Com R$ 100 mil na mão
A 10% de entrada, R$ 100 mil alcançam um imóvel de R$ 1 milhão. A 20%, alcançam R$ 500 mil. A 30%, alcançam cerca de R$ 333 mil.
Aqui a variação de percentual muda a busca de lugar: a linha de 10% cai na faixa de alto padrão, e as outras duas continuam dentro das listas por teto de preço. As três estão no bloco Veja também.
E continua valendo o aviso do começo: nenhum desses valores é aprovação. O que o banco financia sai do menor valor entre o preço negociado e a avaliação do imóvel, e a parcela ainda precisa passar na análise de renda.
Como usar esta referência sem transformar em promessa
Comece pelo imóvel e pelo preço que está publicado. Depois, confirme qual valor o banco considera para financiar e quanto do seu FGTS pode compor o pagamento. Só então compare o dinheiro disponível com os custos fora do financiamento.
O preço do estoque, a avaliação e as condições do banco mudam. Este guia foi conferido em agosto de 2026. A simulação no banco estima a entrada do seu caso; o valor final depende da análise de crédito, da avaliação do imóvel e do contrato.
Perguntas frequentes
Como se calcula a entrada para financiar um apartamento?
Não existe uma entrada mínima única. A conta começa pelo que o banco financia: a Caixa publica financiamento de até 90%, conforme a modalidade, os recursos e o sistema de amortização, e até 90% é teto, não promessa. O que não entra no financiamento é a entrada. O banco ainda considera o menor valor entre o preço negociado e a avaliação do imóvel, e a diferença, quando existe, também fica com o comprador.
Posso usar o FGTS na entrada do apartamento?
O saldo do FGTS pode entrar na contratação como parte do pagamento e da entrada de imóvel residencial. A Caixa informa requisitos, entre eles três anos de trabalho sob o regime do FGTS e não ter financiamento ativo no SFH. Confirme a situação no banco antes de contar com o saldo.
Na compra na planta, a entrada é paga de uma vez?
Nem sempre. Na planta, a entrada pode aparecer como sinal, parcelas mensais, reforços e parcela de chaves. Por lei, o contrato de unidade de incorporação começa por um quadro-resumo, que precisa mostrar o preço total, o valor tratado como entrada e a forma de pagamento dela, os valores e vencimentos das parcelas e os índices de correção.
A entrada é o único custo antes de comprar?
Não. ITBI, registro e tarifas do financiamento podem aparecer além do preço do apartamento. Peça a relação dos custos da contratação antes de assinar e veja o guia de ITBI, cartório e taxas para Recife.