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ITBI, cartório e taxas: o que você paga além do preço no Recife

Texto revisado em agosto de 2026.

O preço do anúncio não é o total que sai do seu bolso. Entre fechar o negócio e ter o apartamento no seu nome existe uma segunda conta: imposto, cartório e tarifas do banco. Quase nada disso entra no financiamento.

Aqui vai cada custo com o número que a fonte oficial publicava em agosto de 2026 e o nome de quem cobra. No fim, a conta de quanto guardar.

O ITBI e o cartório são percentual e faixa sobre o valor do imóvel, então quanto mais caro o apartamento, maior a conta. A tabela abaixo é a última apuração do estoque do Recife, com o dia e a hora dela impressos logo abaixo: use a coluna "A partir de" para ter uma primeira ideia de que preço multiplicar pelas alíquotas desta página.

Anúncios publicados em cada lugar comparado, com o menor preço anunciado, a faixa de área, a faixa de quartos e quantos estão prontos para morar.
LugarAnúnciosA partir deÁreaQuartosProntos
Recife364R$ 199.00020,7 a 962,3 m²1 a 6201

"A partir de" é o menor preço anunciado do lugar, não o valor de entrada da compra nem uma média. Parte dos anúncios aparece como "Consulte condições", sem valor na tela, e por isso não entra nesta coluna. Números apurados nos anúncios publicados por nós, em 10/10/2026, 14:35. Preços são "a partir de" e mudam com a tabela da construtora; disponibilidade se confirma no contato. Como apuramos estes números

ITBI: o imposto que passa o imóvel para o seu nome

O ITBI é o imposto que o município cobra para transferir o imóvel para você. Sem ele pago, o cartório não registra. E sem registro o apartamento ainda é do vendedor no papel, mesmo com a chave na sua mão.

No Recife a alíquota não é uma só. Pelo Código Tributário do município, a parte financiada pelo Sistema Financeiro da Habitação paga 1%, até um limite corrigido todo ano: R$ 1.036.600,71 na edição de 2026 do Código. O que passa desse limite e as demais transmissões pagam 3%. Confirme esse valor na Prefeitura antes de fazer a conta, porque o texto do Código e o guia de perguntas da própria Prefeitura divergem em 38 centavos.

Na prática: a entrada paga 3%, o FGTS usado como entrada paga 3%, e só o valor financiado paga 1%. Em imóvel caro, o pedaço do financiamento acima do limite também sai da faixa de 1%. Dizer que o ITBI aqui é 3% erra quase sempre.

A faixa de 3% cai para 1,8% se o imposto for recolhido antecipadamente. O Código dá 180 dias, contados da assinatura do contrato quando a compra é financiada pelo Sistema Financeiro da Habitação, e quem perde esse prazo volta para os 3%. A alíquota de 1% não muda. Pergunte na Prefeitura logo no começo do processo, porque aqui o atraso custa dinheiro.

Isenção e parcelamento no Recife

Existe isenção. Imóvel para residência própria com valor venal até R$ 106.931,04, valor atualizado para 2026, não paga ITBI, desde que o comprador receba até cinco salários mínimos por mês e seja o único imóvel dele.

E existe parcelamento: até dez cotas, se o contribuinte pedir, nenhuma abaixo de R$ 414,60, também atualizado para 2026. Só que, enquanto o imposto não estiver quitado, o imóvel não pode ser registrado. Parcelar alivia o mês e adia o registro no seu nome.

Cartório: o registro, e a escritura só quando há

O cartório cobra por ato, em tabela pública que o Tribunal de Justiça de Pernambuco corrige uma vez por ano pelo IPCA. Na tabela de 2026, publicada em dezembro de 2025, o registro de imóveis sobe por faixa de valor e para no teto de R$ 4.723,28, alcançado a partir de R$ 278.000,01. É teto por ato, e só o orçamento do cartório diz quantos atos entram no seu caso. Sobre os emolumentos incide ainda a taxa de serviço notarial e de registro, de até R$ 3.280,79.

Quem financia pode pagar menos, com dois recortes que importam: a tabela diz que os emolumentos devidos sobre a parte financiada serão reduzidos em 50%, e a redução vale para a primeira compra de imóvel residencial financiada pelo Sistema Financeiro da Habitação. A entrada e o FGTS usado como entrada ficam fora dessa redução.

Escritura só entra na conta quando há escritura pública a lavrar, e aí o teto da tabela com conteúdo financeiro é R$ 7.084,10. Na compra financiada, a Caixa define despesa cartorária como os custos do registro do contrato cobrados pelo Cartório de Imóveis. Peça orçamento por escrito: é o único jeito de saber quantos atos entram no seu caso.

As tarifas do banco

O banco cobra antes de liberar o dinheiro. Na tabela de tarifas para pessoa física da Caixa divulgada em 3 de julho de 2026, a avaliação do imóvel na aquisição vai de R$ 841,44 a R$ 954,13, sendo R$ 750,00 na entrega da documentação e o restante na assinatura do contrato.

Existe também a tarifa mensal de administração, cobrada com a prestação. A norma do Conselho Monetário Nacional fixa teto de R$ 25,00 por mês, e teto não é preço: o valor cobrado está no seu contrato. Os seguros obrigatórios entram na prestação e não aparecem na taxa anunciada.

Na planta: o INCC e as taxas do empreendimento

Na planta entra mais uma variável. A parcela da obra é corrigida, quase sempre pelo INCC, que mede quanto subiu o custo de construir, material e mão de obra. Não é juro: é a atualização do valor combinado enquanto o prédio sobe.

Por isso a parcela de hoje não é a de daqui a um ano, e o valor que ainda falta pagar na entrega também é corrigido pelo contrato com a construtora. O que vira financiamento bancário segue o índice do banco, que o contrato dele define. Peça a variação do índice nos últimos doze meses e refaça a conta com ela. Depois da entrega o índice costuma mudar, e o contrato diz qual vale em cada fase.

O empreendimento também pode cobrar assessoria, taxa de evolução de obra, análise de crédito, transferência. São nomes de mercado, não categorias de lei, e nem todo produto cobra. A lei da incorporação exige um quadro-resumo no começo do contrato, com a corretagem, o valor e o vencimento de cada parcela e o índice de cada período. Conte ainda o condomínio, que começa na entrega.

Quanto guardar além da entrada

A conta é em percentual do valor do imóvel, não em valor fixo. Comece pelo ITBI: 1% sobre a parte financiada, dentro do limite, mais 3% sobre todo o resto, ou 1,8% sobre esse resto se o pagamento for antecipado. É quase sempre a maior linha.

Some o que tem valor fechado: a tarifa de avaliação e o orçamento do cartório por escrito, já com a redução de 50% quando ela couber. Some por último as taxas do empreendimento, se houver, e a primeira cota de condomínio.

Não existe total típico: o peso do ITBI muda conforme quanto você financia, e o do cartório conforme o número de atos. O que vale para todo mundo é que esse dinheiro é à vista e precisa estar separado antes da assinatura.

O que muda, e quando

Esses valores têm validade. Os emolumentos de cartório em Pernambuco são corrigidos uma vez por ano, e os valores em reais do Código Tributário do Recife, o limite do ITBI, a isenção e a cota mínima do parcelamento, também mudam todo ano. As tarifas do banco mudam quando sai tabela nova, e o índice da obra sai todo mês.

Cada número desta página foi conferido na fonte oficial dele em 30 de agosto de 2026 — Código Tributário do Recife, perguntas frequentes do ITBI da Prefeitura, tabela de emolumentos do Tribunal de Justiça de Pernambuco, tabela de tarifas do banco, resolução do Conselho Monetário Nacional e lei da incorporação. Os endereços estão no bloco "Fontes", logo abaixo. Antes de fechar, confirme o ITBI na Prefeitura e peça o orçamento do cartório por escrito. O preço do imóvel é o da página dele, que é o que vale.

Perguntas frequentes

Quanto é o ITBI no Recife?

Não é uma alíquota só. Pelo Código Tributário do município, a parte financiada pelo Sistema Financeiro da Habitação paga 1% até o limite de R$ 1.036.600,71 na edição de 2026 do Código, e todo o restante paga 3%, que cai para 1,8% quando o imposto é recolhido antecipadamente, dentro dos 180 dias que o Código dá. Confirme o cálculo na Prefeitura antes de fechar: o guia de perguntas da própria Prefeitura publica esse limite com 38 centavos a menos.

Dá para parcelar o ITBI?

Dá, se o contribuinte pedir: até dez cotas, nenhuma abaixo de R$ 414,60 no valor atualizado para 2026. Só que, enquanto o imposto não estiver quitado, o imóvel não pode ser registrado. Parcelar adia o registro no seu nome.

Quanto custa o cartório na compra de um apartamento?

Depende de quantos atos são cobrados, e por isso não dá para fechar o valor aqui. A tabela de Pernambuco de 2026 diz que o registro tem teto de R$ 4.723,28 por ato, mais a taxa de serviço notarial e de registro de até R$ 3.280,79, e que, na primeira compra de imóvel residencial financiada pelo Sistema Financeiro da Habitação, os emolumentos sobre a parte financiada são reduzidos em 50%. Peça orçamento por escrito ao cartório.

Esses custos entram no financiamento?

Em geral não. ITBI, cartório e a tarifa de avaliação são pagos à vista, entre a assinatura e o registro. Separe esse dinheiro antes de assinar e faça a conta em percentual do valor do imóvel, porque um total fixo não serve para todo mundo.

Fontes

Regra de terceiro sai daqui, e a data é a do dia em que abrimos a página oficial. Regra muda: confirme na fonte antes de decidir.