Quem começa a procurar apartamento quase sempre começa errado, olhando anúncio antes de saber que faixa de preço faz sentido. O caminho curto é o contrário: primeiro a renda vira teto de parcela, depois o teto de parcela vira valor financiável, e só então aparece a faixa de preço que vale pesquisar.
Esta página faz esse percurso em quatro cenários de renda familiar. Ela não explica a mecânica do financiamento, que já tem guia próprio; ela traduz renda em faixa de estoque e leva você até a lista certa.
Antes do primeiro cenário: o que estes números não são
Cenário não é aprovação. Nada aqui diz que o banco vai emprestar, nem quanto. A análise de crédito olha o seu nome nos cadastros de restrição, as suas outras dívidas, o tipo de renda que você consegue comprovar e a avaliação do imóvel, e qualquer um desses pontos derruba a conta abaixo.
Cenário também não é proposta, não é taxa contratada e não é enquadramento em programa. As taxas usadas aqui são médias que o Banco Central publica por instituição, do mês de julho de 2026. A sua taxa sai da simulação no seu banco, e ela é o que mais mexe no resultado.
Por fim, o valor que aparece em cada cenário é o preço do imóvel, não a entrada. Entrada é o que se paga na assinatura, e aqui ela entra como premissa declarada em cada caso.
Renda de R$ 5.000 por mês
Teto de parcela: R$ 1.500. Ele vem da regra que a Caixa publica para quem financia imóvel novo, de que a prestação não pode passar de 30% da renda familiar bruta.
Premissas deste cenário, todas na mesa: 30% da renda comprometidos; prazo de 360 meses; sistema de amortização SAC, em que a primeira prestação é a mais alta e é ela que o banco testa contra o teto; entrada de 20% do preço, com 80% financiados; taxa nominal entre 0,65% e 0,94% ao mês, que são a menor e a maior média de julho de 2026 na linha de financiamento imobiliário com taxas reguladas do Banco Central. Ficam de fora do financiamento, e portanto do seu bolso, o ITBI, o registro em cartório, a tarifa de avaliação do imóvel e as demais tarifas da contratação.
Ficam de fora desta conta, também, os seguros obrigatórios e a tarifa mensal de administração. Eles compõem o encargo mensal e contam contra os mesmos 30%, então o teto real fica abaixo do que a conta acima devolve.
Com essas premissas, a parcela de R$ 1.500 sustenta um financiamento de R$ 123 mil a R$ 162 mil, e um imóvel de R$ 154 mil a R$ 202 mil. A distância entre as duas pontas é só a taxa: com o juro mais alto, a mesma renda alcança neste cenário um preço quase R$ 50 mil menor.
A faixa mais próxima é a de apartamentos no Recife até R$ 300 mil, no bloco Veja também. Vale um aviso honesto: o valor deste cenário pode ficar abaixo do menor preço que o Recife tem publicado, e quem responde por isso é a própria lista da faixa, que traz o retrato do momento em que foi apurada, com a data à vista. É nessa faixa de renda que o Minha Casa Minha Vida muda a conta, e o que muda é o juro, que no programa é menor. O desconto do governo é outra coisa: pela resolução do conselho do FGTS, ele só é concedido a famílias com renda de até R$ 4 mil por mês, então uma renda de R$ 5.000 entra pelo juro, não pelo desconto. As faixas, os tetos e o resto das regras estão no guia do programa, no fim da página.
Renda de R$ 8.000 por mês
Teto de parcela: R$ 2.400, pela mesma regra de 30% da renda familiar bruta publicada pela Caixa.
Premissas idênticas às do cenário anterior, repetidas para você não precisar subir a página: 30% da renda; 360 meses de prazo; sistema SAC, com a primeira prestação sendo a testada; entrada de 20% do preço; taxa nominal de 0,65% a 0,94% ao mês, as duas pontas das médias de julho de 2026 do Banco Central. Fora do financiamento continuam o ITBI, o registro, a avaliação e as tarifas da contratação; fora desta conta continuam os seguros e a tarifa mensal, que empurram a parcela para cima.
Com essas premissas, R$ 2.400 de parcela sustentam um financiamento de R$ 197 mil a R$ 259 mil, e um imóvel de R$ 246 mil a R$ 323 mil.
Duas listas fazem sentido aqui: a de até R$ 300 mil, se a sua taxa vier na ponta alta, e a de até R$ 400 mil, se vier na ponta baixa. As duas estão no bloco Veja também. Se a renda da família se enquadra no Minha Casa Minha Vida, o juro cai e a faixa sobe.
Renda de R$ 10.000 por mês
Teto de parcela: R$ 3.000, sempre pelos 30% da renda familiar bruta que a Caixa publica.
As premissas seguem as mesmas: 30% da renda comprometidos; prazo de 360 meses; sistema SAC; entrada de 20% do preço; taxa nominal de 0,65% a 0,94% ao mês, colhida das médias de julho de 2026 do Banco Central. E de novo, fora do financiamento estão o ITBI, o registro, a avaliação e as tarifas; fora desta conta estão os seguros e a tarifa mensal de administração.
Com isso, a parcela de R$ 3.000 sustenta um financiamento de R$ 246 mil a R$ 323 mil, e um imóvel de R$ 308 mil a R$ 404 mil.
A lista de até R$ 400 mil no Recife é a que cobre esse intervalo inteiro, e está no bloco Veja também. Como as páginas de faixa são cumulativas, ela já mostra também o que está abaixo desse valor.
Renda de R$ 15.000 por mês
Teto de parcela: R$ 4.500, pelos mesmos 30% da renda familiar bruta.
Premissas inalteradas: 30% da renda; 360 meses; sistema SAC; entrada de 20% do preço; taxa nominal de 0,65% a 0,94% ao mês, das médias de julho de 2026 do Banco Central. Continuam fora do financiamento o ITBI, o registro, a avaliação e as tarifas da contratação, e continuam fora desta conta os seguros e a tarifa mensal.
Nesse cenário, R$ 4.500 de parcela sustentam um financiamento de R$ 370 mil a R$ 485 mil, e um imóvel de R$ 462 mil a R$ 606 mil.
Aqui a diferença entre as duas pontas de taxa passa de R$ 140 mil no preço do imóvel. Comece pela lista de até R$ 500 mil e, se a sua simulação vier na ponta baixa, siga para a de até R$ 600 mil. As duas estão no bloco Veja também.
O que mexe mais no resultado do que a renda
A taxa é o primeiro fator, e é por isso que cada cenário sai como intervalo e não como número único. Entre a menor e a maior média de julho de 2026, o mesmo salário compra faixas bem diferentes de imóvel.
O prazo vem em seguida. Todos os cenários usam 360 meses; a Caixa publica prazo máximo de até 35 anos e informa que ele varia conforme o tipo de financiamento, o sistema de amortização escolhido e a idade do proponente. Prazo maior derruba a parcela e alcança preço mais alto, ao custo de mais juro no total.
Depois vem a entrada. Os cenários usam 20%, mas a cota de financiamento pode chegar a até 90% conforme a modalidade, os recursos e o sistema de amortização, o que permite entrada menor e preço alcançado maior. Entrada maior tem o efeito inverso. E o FGTS pode compor esse valor.
Por último, o sistema de amortização. No SAC a primeira prestação é a mais alta e é a que o banco testa contra o teto de renda; na Price a prestação é calculada para ficar igual ao longo do prazo. Peça as duas simulações e compare o custo efetivo total das duas, não só a taxa anunciada.
O que esta página não mede
Ela não mede a sua capacidade de pagamento real: orçamento familiar, estabilidade do emprego, dívidas em aberto e reserva de emergência ficam de fora, e são eles que decidem se a parcela cabe na vida, não só na regra do banco.
Ela também não mede condomínio, IPTU, custo de mudança, reforma nem o preço da vaga extra. Não mede segurança, escola, trânsito no seu horário, liquidez de revenda nem valorização, e nenhuma dessas coisas é prometida em lugar nenhum deste site.
O passo seguinte é uma simulação no banco com os seus dados e, com o resultado dela na mão, a página do imóvel que interessou. O preço que vale é sempre o da ficha do imóvel.
Perguntas frequentes
Qual é o valor máximo da parcela que o banco aceita?
A Caixa publica que a prestação não pode ser maior que 30% da renda familiar bruta. É teto, não é aprovação: as suas outras dívidas, o tipo de renda que você comprova e a avaliação do imóvel entram na análise. Regra conferida na página da Caixa em 30 de agosto de 2026.
Com renda de R$ 5.000 por mês, que faixa de imóvel dá para pesquisar?
O teto de parcela é R$ 1.500. Com 360 meses de prazo, sistema SAC, entrada de 20% e taxa nominal entre 0,65% e 0,94% ao mês, esse teto sustenta um financiamento de R$ 123 mil a R$ 162 mil e um imóvel de R$ 154 mil a R$ 202 mil. Com taxa de mercado, esse valor fica abaixo do que o estoque publicado no Recife oferecia em agosto de 2026 — quem diz se isso mudou é a própria lista da faixa, no fim da página —, e é nessa faixa de renda que o Minha Casa Minha Vida muda a conta pelo juro menor. O desconto do governo não entra aqui: pela resolução do conselho do FGTS, ele só é concedido a famílias com renda de até R$ 4 mil por mês.
E com renda de R$ 10.000 por mês?
O teto de parcela é R$ 3.000. Com as mesmas premissas de 360 meses, sistema SAC, entrada de 20% e taxa de 0,65% a 0,94% ao mês, ele sustenta um financiamento de R$ 246 mil a R$ 323 mil e um imóvel de R$ 308 mil a R$ 404 mil. A lista de apartamentos no Recife de até R$ 400 mil cobre esse intervalo.
Por que a mesma renda alcança dois preços diferentes nesta página?
Porque a taxa de juros muda tudo. Cada cenário usa as duas pontas das médias que o Banco Central publicou para julho de 2026 na linha de financiamento imobiliário com taxas reguladas, de 0,65% a 0,94% ao mês. A sua taxa sai da simulação no seu banco, e esta página não a estima.
Esses cenários valem como aprovação de crédito?
Não. Nenhum número aqui é aprovação, proposta, taxa contratada ou enquadramento em programa. Além disso, os seguros obrigatórios e a tarifa mensal de administração ficam fora da conta, contam contra os mesmos 30% da renda e derrubam o teto real.
